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sábado, 5 de março de 2011

05 MARÇO - DIA NACIONAL DA MÚSICA CLÁSSICA



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O Dia Nacional da Música Clássica é comemorado no Brasil neste sábado, 05 de março. A data foi instituída em 13 de janeiro de 2009, no Governo Lula, escolhida por marcar o dia do nascimento do compositor Heitor Villa-Lobos, em reconhecimento da importância desse segmento musical no país.

Música Clássica

Também conhecida como música erudita, a música clássica engloba uma série de estilos musicais, desde técnica composicionais a entretenimentos.
O termo música clássica se refere à música acadêmica. É o estudo da forma e estilo, analisando as tradições preestabelecidas no decorrer da história da música. É também baseada nas tradições da música secular e litúrgica ocidental.


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A História escreve-se devagar. Em novembro completará 52 anos da morte de Heitor Villa-Lobos (1887-1959). O compositor contemporâneo brasileiro mais executado no exterior (incluindo os de música popular), criador da obra mais talentosa e provocadora do século XX.

O carioca de Laranjeiras, apaixonado pelo Brasil, determinado a educar musicalmente seu povo, Villa-Lobos teve intensa participação pública à época do Estado Novo de Vargas (1937-1945): foi seu diretor musical.
Teria se tornado um burocrata de gabinete, um colaborador da ditadura?

Villa-Lobos organizou concentrações orfeônicas, grandes concertos de música em campos de futebol. Em 1931, em São Paulo, pela primeira vez no país e na América Latina, realizou no campo da Associação Atlética São Bento o evento Exortação Cívica, sob o patrocínio do interventor paulista João Alberto. O projeto do maestro tinha o objetivo de aproximar da música pessoas de diferentes classes sociais.

Carlos Drummond de Andrade certa vez disse:“Quem o viu um dia comandando o coro de 40 mil vozes adolescentes, no estádio do Vasco da Gama, não pode esquecê-lo nunca. Era a fúria organizando-se em ritmo, tornando-se melodia e criando a comunhão mais generosa, ardente e purificadora que seria possível conceber.”

A participação no governo ditatorial é um aspecto polêmico da vida do maestro e ainda pouco esclarecido. Vargas contou com a colaboração de artistas e intelectuais e sua política cultural implementou-se basicamente a partir da atuação de Gustavo Capanema Filho, que, em 1934, assumiu o Ministério da Educação e Saúde Pública, órgão responsável pela condução dos assuntos culturais, com edifício-sede assinado por Lê Corbusier. Capanema foi assessorado, entre outros, por figuras do porte de Mário de Andrade, Candido Portinari, Lucio Costa e Drummond, seu chefe de gabinete.

Villa-Lobos foi o idealizador do ensino de canto orfeônico nas escolas. Na década de 30, já com uma carreira internacional de sucesso, visionariamente afirmava que, com a difusão do que então chamava de música de repetição, “se o brasileiro não estivesse preparado, poderia tornar-se refém da máquina da comunicação — esta seguramente mais preocupada com o sucesso de seus negócios do que com a possível qualidade artística ou importância cultural do objeto criado e comercializado”.

Inicialmente, ele elaborou uma metodologia de ensino musical para jovens que resultou na inclusão do Canto Orfeônico no currículo escolar e na criação do Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, em 1942, para formar professores especializados.

Villa-Lobos entendia que o uso da voz seria a forma mais prática de levar a informação musical ao jovem em todo o país. Assim, criou o “Guia Prático”, com 137 canções harmonizadas e instrumentadas, dois volumes de canto orfeônico e dois de solfejos.

É preciso entendê-lo. “Villa- Lobos tinha plena consciência do papel da música nas escolas. Ele percebeu a importância que Vargas dava à cultura para alcançar seus objetivos e o procurou várias vezes, com ajuda do grande educador Anísio Teixeira. Mas teve liberdade, trabalhou um projeto de tecnologia do ensino musical. Ele usou a força da ditadura para ensinar música em beneficio do povo brasileiro.

O seu contato com chorões, grupos de músicos, onde executavam o choro ou chorinho, estilo surgido no final do século XIX, no Rio de Janeiro, também o influenciou, numa época, por volta de 1900, onde a música brasileira tinha restrições, e nem todo estilo era aceito nos grandes salões de festas, alguns deles sobreviviam através da boemia. Esta procura pela cultura brasileira, era uma curiosidade de Heitor, que se sentia atraído. Tendo realizado várias viagens de 1905 até 1912, pelo Brasil, indo ao Norte, Nordeste, o interior do país, e ao compor o Trenzinho Caipira, obra das Bachianas Brasileiras, faz registrar com esta, a sua viagem.



Música Clássica - O Trenzinho Caipira, de Villa Lobos




Entre 1930 e 1945, o compositor criou a série “Bachianas Brasileiras”, que está entre suas obras mais queridas e executadas, “uma simbiose entre a linguagem bachiana, o nosso folclore e a música de nossos chorões.

Villa-Lobos deixou mais de 2 mil títulos e a qualidade do legado suplanta qualquer dúvida sobre sua importância.


Duo Assa interpreta Villa-Lobos




Leia mais AQUI e AQUI .



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Curiosidade:

Além desta data, a música é homenageada no país nas seguintes datas:

25 de janeiro, Dia Nacional da Bossa Nova;

14 de setembro, Dia do Frevo;

27 de setembro, Dia da Música Popular Brasileira;

22 de novembro, Dia Nacional da Música e do Músico; e

02 de dezembro, Dia Nacional do Samba.




Um comentário:

  1. Bom Dia!
    Sempre excelente a informação!
    Amei a música.
    Beijo.
    isa.

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